Quando os olhos não puderem mais chorar; quando a boca secar e o medo do futuro bater; não peça para que um anjo te resgate da escuridão.
a penumbra dilata as pupilas da alma. Afora o sexto sentido dos seres. O silencio que bate lá fora me invade madrugada a dentro.
Um sussurro de almas atormentadas que saem das profundezas do cosmo. Papel, pena, fluidez do mundo sobre a eternidade do EFEMERO e frágil pergaminho.
Basta apenas uma centelha e se perde o bem mais precioso: O poder de guardar segredos.
Quando se imagina saber tudo, quando se pensa deter o conhecimento de quem realmente TU ÉS percebe-se mais rápido do que gostaria que o mundo já não é mais o mesmo você já não é mais o mesmo, e então já não sabe nada de si próprio.
O velho clichê da inconstância "um homem não se banha duas vezes no mesmo rio; pois o rio já não é mais o mesmo e o homem já não é mais o mesmo.
Verbalização do grito de angustia de um pedido de socorro que só pode ser atendido pela irônica voz do SILÊNCIO.
O saber mais precioso ninguém nunca saberá: QUEM REALMENTE É VOCÊ?
Sim, sim eu entendo. Folha em branco. Todos somos cada um uma pequena e ridícula folha em branco.
Uns capricham mais, escrevem histórias de aventuras , vidas tomadas de grandes feitos. Outros tem medo, escrevem à lápis, fazem rascunhos, preferem às vezes a borracha ao lápis.
Já eu escrevi minha vida à carvão. Borrada, cheia de traços mal feitos, rabiscos, mais desenhos do que palavras. Muitos sonhos, poucas teorias de como devem ou vão ser as coisas. Apaixonado por fazer coisas novas e obstinado a nunca terminá-las
Saber onde começam os sentidos. Sem pensar vão ou devem terminar.
Cada letra, cada palavra, cada frase sem sentido não completadas por um verbo; amar.
Amar a vida, amar o ser que te dá amor. Amar a si próprio. Ou não amar. Antagonizar. Proliferar a discórdia. Gerar a dor. Desenhar nas paredes do futuro um mundo surreal.
Apesar de tudo fazer o melhor pela pessoa que ama. Mesmo que o melhor que você possa dar não seja o melhor que seu amor mereça. Dê sempre o que você pode dar. Pois um dia hão de ver que tudo que pode, mesmo por caminhos desenhados erroneamente foi TUDO o que você pode dar.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Quidam
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
far far UAI
Quando longe vai o pensamento e voa alto o argumento. disfusão caotica de hiperbólicos seres. Na terceira dimensão do raciocínio lógio. Ilogico. Insensato. Coeso e abstrato. Núvem de gás que explora as dobras da alma, descobre a facetação do ser. Elabora a linguagem do saber. O anti-heroi não tem mais hífem. a mini-saia Ganhou mais um S. Retrogrado e Pleonástico. Escreve assim o que vem emergindo na ponta dos dedos.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
sorria!
sorria... quem sabe um dia seu sorriso possa ser verdade!
sorria ... para que alguem acredite que seus dentes são brancos!
sorria mesmo que n esteja com vontade!
vai quem vc se convece que esse soriso é real!
sorria... sorria .... sorria!
sorria ... para que alguem acredite que seus dentes são brancos!
sorria mesmo que n esteja com vontade!
vai quem vc se convece que esse soriso é real!
sorria... sorria .... sorria!
sábado, 11 de julho de 2009
quem sabe um dia tudo vai se encaixar
num dia frio de inverno, sozinho em sua cobertura. A música invade sua alma, acalenta seu ser, aquece o que restou de sua fria alma. Desenha em sua mente um verão, uma imensidão inexorável de cores, sabores, desejos. Lápis. Papel. Assindotas horizontais da escrita. Calculo. Metafísica. Diferenciais, Integrais. Parábolas e Arcos. Silencio e soluco. Um beijo e uma saudade. Uma exploração da incerteza do futuro. Prazer, orgasmo. Tudo parecem vibrações de um passado redundante.
Roda a roda da vida, roda a ciranda do efêmero.Tudo que passa tem sentido. Tudo que espoça parecem croquis de cenas que virão. Um projeto roubado. Da vontande do divino a mão escreve amadoramente expressivo.
Choram as flores. Param os ventos. Secam os amores. Desface-la se as faces. Num caderno em branco estão suas melhores composições. Um livro da falcidade inevitável.. Triste e alegre. Chora o seu fim. Alegra-se por deixar para traz suas efêmeras críticas que um dia serão descobertas e contradizidas. Diz-me ó você que sabe onde estão todos os sentidos. Onde devo tocar, qual deve ser o sabor e o olfato. Qual a sinfonia do infinito. Qual é a aquarela dos deuses... Loucura e prazer. Raras são as tangentes do circulo de fogo. Aborta-me as palavras que devem condizer com esse texto. Ó amor, ó compaixão. Num final de silêncio afogo meu soluço em uma taça de vinho!
Roda a roda da vida, roda a ciranda do efêmero.Tudo que passa tem sentido. Tudo que espoça parecem croquis de cenas que virão. Um projeto roubado. Da vontande do divino a mão escreve amadoramente expressivo.
Choram as flores. Param os ventos. Secam os amores. Desface-la se as faces. Num caderno em branco estão suas melhores composições. Um livro da falcidade inevitável.. Triste e alegre. Chora o seu fim. Alegra-se por deixar para traz suas efêmeras críticas que um dia serão descobertas e contradizidas. Diz-me ó você que sabe onde estão todos os sentidos. Onde devo tocar, qual deve ser o sabor e o olfato. Qual a sinfonia do infinito. Qual é a aquarela dos deuses... Loucura e prazer. Raras são as tangentes do circulo de fogo. Aborta-me as palavras que devem condizer com esse texto. Ó amor, ó compaixão. Num final de silêncio afogo meu soluço em uma taça de vinho!
Música da escuridão
Cai a noite, abre o pensamento
Vem no escuro Forte o sentimento
Todos os sentidos entregam-se rendidos...
Calma, doce, noite vem descendo
Sente, ouve, como vai crescendo
Vira o rosto em paz, deixa o sol ficar atrás
Vira as costas para a fria luz e então
A música virá da escuridão
E de olhos fechados deixa entrar o som
Faz de conta que a vida não valeu
Deixa a alma subir até o céu
E terás muito além do que era teu
Calma, lenta, a canção te invade
Chega, entra, já não tens vontade
Abre os teus umbrais, e as secretas espirais
Fantasias transbordando o coração
Com a música que vem da escuridão
Deixa o som te levar a um mundo novo e teu
Onde nada é igual ao que passou
Deixa a alma inventar esse jardim
Onde então pertencerás a mim
Leve, solta, estás embriagada
Toca, sente, eis a nova estrada
Deixa-te levar pela sombra em teu olhar
Ao poder da minha cálida canção
A música que vem da escuridão
Tu serás a minha inspiração
Musica que vem da escuridão...
Vem no escuro Forte o sentimento
Todos os sentidos entregam-se rendidos...
Calma, doce, noite vem descendo
Sente, ouve, como vai crescendo
Vira o rosto em paz, deixa o sol ficar atrás
Vira as costas para a fria luz e então
A música virá da escuridão
E de olhos fechados deixa entrar o som
Faz de conta que a vida não valeu
Deixa a alma subir até o céu
E terás muito além do que era teu
Calma, lenta, a canção te invade
Chega, entra, já não tens vontade
Abre os teus umbrais, e as secretas espirais
Fantasias transbordando o coração
Com a música que vem da escuridão
Deixa o som te levar a um mundo novo e teu
Onde nada é igual ao que passou
Deixa a alma inventar esse jardim
Onde então pertencerás a mim
Leve, solta, estás embriagada
Toca, sente, eis a nova estrada
Deixa-te levar pela sombra em teu olhar
Ao poder da minha cálida canção
A música que vem da escuridão
Tu serás a minha inspiração
Musica que vem da escuridão...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
o ser.
aquieta-te a alma
para recebertes o ser,
resire pelas ventas
ao ouvir o sino a bater.
tranquiliza-te o espírito
indomado a cantar
aborte as idéias
pré formadas do pensar.
a canção já esta feita,
o mar se enraiveceu
tudo que já foi um dia
amanhã já se esqueceu
esqueça do passado,
peso morto a carregar
escleroze, ou auzahimer
o futuro te reservou
um presente dos demonios
que viverão a te atormentar
aquieta-te a alma
para receberes o ser
o por vir inevitável
de temores irá te encher.
para recebertes o ser,
resire pelas ventas
ao ouvir o sino a bater.
tranquiliza-te o espírito
indomado a cantar
aborte as idéias
pré formadas do pensar.
a canção já esta feita,
o mar se enraiveceu
tudo que já foi um dia
amanhã já se esqueceu
esqueça do passado,
peso morto a carregar
escleroze, ou auzahimer
o futuro te reservou
um presente dos demonios
que viverão a te atormentar
aquieta-te a alma
para receberes o ser
o por vir inevitável
de temores irá te encher.
é a pergunta que não quer calar.
é?!
Não sei, me diga você se é.
Nunca sei se é, sempre o ultimo a saber.
Não me diga se realmente for.
Me explica porque foi.
Me dê um sorriso amarelo se não for mais, se não for menos, se for igual.
é?!
Não sei, me diga você se é, se foi ou se ainda será.
Um sorriso, um silêncio, um tom de compreensão.
é, acho que é, não sei se é.
é?!
Não sei, me diga você se é.
Nunca sei se é, sempre o ultimo a saber.
Não me diga se realmente for.
Me explica porque foi.
Me dê um sorriso amarelo se não for mais, se não for menos, se for igual.
é?!
Não sei, me diga você se é, se foi ou se ainda será.
Um sorriso, um silêncio, um tom de compreensão.
é, acho que é, não sei se é.
é?!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
um dia assim
Quem sabe um dia normal pode sorrir nos ultimos instantes?!
Um dia nem tão normal, as vezes inusitado, as vezes colorido, mas pelo pensamento manchado de cinza.
Um ano a mais, um belo tom de violeta nas asas da borboleta. essa é a cor favorita não?!
as borboletas dos anos que batem asas no futuro... e deixam os ruflares no passado.
um ruflar, um beijo, um sonho, um ano. tudo tão rápido como um piscar de olhos.
o bolo está na mesa, as velas acesas. faça um desejo e almeje o futuro.
feliz aniversário.
Um dia nem tão normal, as vezes inusitado, as vezes colorido, mas pelo pensamento manchado de cinza.
Um ano a mais, um belo tom de violeta nas asas da borboleta. essa é a cor favorita não?!
as borboletas dos anos que batem asas no futuro... e deixam os ruflares no passado.
um ruflar, um beijo, um sonho, um ano. tudo tão rápido como um piscar de olhos.
o bolo está na mesa, as velas acesas. faça um desejo e almeje o futuro.
feliz aniversário.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
estátua de sal
Existia em um mundo muito, mas muito antigo, um gigante de sal. Toda vez que chovia, ele corria, corria muito e se escondia em uma caverna na beira de um lago muito, mas muito grande, daqueles que nem se podia ver o outro lado.
Via um brilho prata no espelho d'agua tremulante. Era ela, a deusa que sempre sonhava. Sentia seu coração partir quando vinha o sol e não o deixava mais ver sua amada. Então ia a caverna e adormecia.
Tentava de todas as formas chegar a sua amada. Certa vez construiu um foguete, bem grande para que o levasse à sua amada, no opaco do céu se lançou. Quando a alguns palmos de a alcança-la estava deslizou e caiu. como uma pedra nas águas do lago.. se viu então junto ao seu amor. lá estava ela... refletida nas águas. Com a queda provocou forte ondulações na água. ao se agitar para celebrar seu encontro com sua amada, a lua. desfez-se todo, e juntou-se a água. o lago até hoje se agita, lambendo ferozmente as margens do mundo todo.
Dizem que foi assim neste mundo muito e muito antigo que surgiu o oceano.
Via um brilho prata no espelho d'agua tremulante. Era ela, a deusa que sempre sonhava. Sentia seu coração partir quando vinha o sol e não o deixava mais ver sua amada. Então ia a caverna e adormecia.
Tentava de todas as formas chegar a sua amada. Certa vez construiu um foguete, bem grande para que o levasse à sua amada, no opaco do céu se lançou. Quando a alguns palmos de a alcança-la estava deslizou e caiu. como uma pedra nas águas do lago.. se viu então junto ao seu amor. lá estava ela... refletida nas águas. Com a queda provocou forte ondulações na água. ao se agitar para celebrar seu encontro com sua amada, a lua. desfez-se todo, e juntou-se a água. o lago até hoje se agita, lambendo ferozmente as margens do mundo todo.
Dizem que foi assim neste mundo muito e muito antigo que surgiu o oceano.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Aos céus
E então num rio de fogo o céu se partiu!
abriu no meio ao folclore do apocalipto, e as serpentes do mal desceram!
A loucura total, sinal aberto, chuva de faca. Claro, limpido e sem pudor, logo apareceria o filho da besta!
Ante-cristo, com a mão da guerra, os pés da política, e a lingua do demônio!
Abre entre todos o languido rio de loucura.
E então numa orgia megânica toda a terra se adormeceu.
abriu no meio ao folclore do apocalipto, e as serpentes do mal desceram!
A loucura total, sinal aberto, chuva de faca. Claro, limpido e sem pudor, logo apareceria o filho da besta!
Ante-cristo, com a mão da guerra, os pés da política, e a lingua do demônio!
Abre entre todos o languido rio de loucura.
E então numa orgia megânica toda a terra se adormeceu.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Dizem que foi assim que aconteceu, ninguem sabe direito. Mas falam de um vulto, uma sombra tão grande que tampou o sol.
Alguns diziam que era Deus. Outros que era o Homem.
Mas não se negava, estava alí, e todos viam e reviam.
Estava alí como as ondas na praia, como as nuvens no céu,
E num lexo tudo se foi, uma breve soberba, um rispido ultrage.
O que era, já que era, nenhuma alma sabe, Uns juram que era Deus. Outros que aquilo era obra do homem.
E quando menos se esperava a resposta se revelou, O Homem-Deus, queria o mundo para sua coleção de criaturas individualistas, Mas o Deus-Homem Não deixou sua criação vulnerável. E numa inexorável transparência, eliminou qualquer traço do Homem que Brincava de ser Deus. Foi assim que aconteceu, Ninguem sabe direito.
Alguns diziam que era Deus. Outros que era o Homem.
Mas não se negava, estava alí, e todos viam e reviam.
Estava alí como as ondas na praia, como as nuvens no céu,
E num lexo tudo se foi, uma breve soberba, um rispido ultrage.
O que era, já que era, nenhuma alma sabe, Uns juram que era Deus. Outros que aquilo era obra do homem.
E quando menos se esperava a resposta se revelou, O Homem-Deus, queria o mundo para sua coleção de criaturas individualistas, Mas o Deus-Homem Não deixou sua criação vulnerável. E numa inexorável transparência, eliminou qualquer traço do Homem que Brincava de ser Deus. Foi assim que aconteceu, Ninguem sabe direito.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
eu quero pra mim!
Eu quero pra mim um pote de arcoiris. cheio de nada!
eu quero só o pote mesmo... é daqueles bem vagabundos... pra botá dentro toda a minha amolação. ah mais pra isso tem que ser um pote grande.. beeeeeem grande... pq quando chamam meu nome... ou é pra me dar notícia ruim ou é pra pedir favor... ADORO. igual aqueles burro de cara mesmo...que ainda tem que pregar as próprias ferraduras.. ehhh falando nisso to precisado de ferraduras novas... o tranco tá pesado.. VOCÊS conhecem o significado da palavras férias?! pois é .. eu não... quando saio da escola... chego em casa. é tiãozinho pra cá... faiz isso pra mim pra lá... ahh tambem to querendo um SACO... bem grande daqueles do papai noel pra coseguir aguentar... o meu tadinho... jah tah até furanu... mas tá bom.. se eu ganhar um pode do arcoiris cheio de nada e um saco do papai noel dah pra i levando a vida... no mais vou bem obrigado...e você?!
eu quero só o pote mesmo... é daqueles bem vagabundos... pra botá dentro toda a minha amolação. ah mais pra isso tem que ser um pote grande.. beeeeeem grande... pq quando chamam meu nome... ou é pra me dar notícia ruim ou é pra pedir favor... ADORO. igual aqueles burro de cara mesmo...que ainda tem que pregar as próprias ferraduras.. ehhh falando nisso to precisado de ferraduras novas... o tranco tá pesado.. VOCÊS conhecem o significado da palavras férias?! pois é .. eu não... quando saio da escola... chego em casa. é tiãozinho pra cá... faiz isso pra mim pra lá... ahh tambem to querendo um SACO... bem grande daqueles do papai noel pra coseguir aguentar... o meu tadinho... jah tah até furanu... mas tá bom.. se eu ganhar um pode do arcoiris cheio de nada e um saco do papai noel dah pra i levando a vida... no mais vou bem obrigado...e você?!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Alguem diria que foi verdade
Os olhos brilharam quando a lua apareceu. Ela gostava da noite. As estrelas fingiam escrever seu nome no céu. As ruas já vazias anunciavam o frio da madrugada.
Vestiu seu sobretudo preto e foi ao mar. Não havia medo naquele rosto, havia um brilho, um Que especial de mistério. Com os pés na areia fina da praia olhou para cima, viu mais uma vez a lua. Redonda, amarela. Os cabelos esnuveados pela brisa.
Um barco deu de se aproximar da costa. A viu, linda, imponente e mistica. Ninguem tinha visto aquela mulher alí, nem sabiam porque ela estava alí. So sabiam que lá estava ela. de sobretudo preto nas areias da praia.
Quem um dia viu algo semelhante sabe como terminou, em afogamento. Não, não ela, ela posicionou-se alí estática, sem mover um piscar de olhos sequer. a manhã foi chegando, o brilho do sol foi aparecendo, as pessoas começaram a observar a mulher de preto nas areias. Assim como apareceu na madrugada, virou as costas ao mar e foi-se embora, entrou languida pelo saguão do prédio e fez com que a porta do apartamento fechasse em tremendo estrondo atraz de sí.
" se um dia o mar pedir-me em casamento, a noite seria nossa morada e a lua nossa cúmplice"
As lagrimas rolaram pela face alva. As paredes daquele apartamento pareciam se estreitar a cada passo seu alí dentro.
Com o mesmo sobretudo, abriu novamente a porta, atravessou a avenida e lançou-se aos braços brancos e espumados, alí estava feliz. Sim, deixou que a maré a levasse, e até hoje ouvem-se relatos de uma mulher de preto em muitas e muitas praias do mundo.
Vestiu seu sobretudo preto e foi ao mar. Não havia medo naquele rosto, havia um brilho, um Que especial de mistério. Com os pés na areia fina da praia olhou para cima, viu mais uma vez a lua. Redonda, amarela. Os cabelos esnuveados pela brisa.
Um barco deu de se aproximar da costa. A viu, linda, imponente e mistica. Ninguem tinha visto aquela mulher alí, nem sabiam porque ela estava alí. So sabiam que lá estava ela. de sobretudo preto nas areias da praia.
Quem um dia viu algo semelhante sabe como terminou, em afogamento. Não, não ela, ela posicionou-se alí estática, sem mover um piscar de olhos sequer. a manhã foi chegando, o brilho do sol foi aparecendo, as pessoas começaram a observar a mulher de preto nas areias. Assim como apareceu na madrugada, virou as costas ao mar e foi-se embora, entrou languida pelo saguão do prédio e fez com que a porta do apartamento fechasse em tremendo estrondo atraz de sí.
" se um dia o mar pedir-me em casamento, a noite seria nossa morada e a lua nossa cúmplice"
As lagrimas rolaram pela face alva. As paredes daquele apartamento pareciam se estreitar a cada passo seu alí dentro.
Com o mesmo sobretudo, abriu novamente a porta, atravessou a avenida e lançou-se aos braços brancos e espumados, alí estava feliz. Sim, deixou que a maré a levasse, e até hoje ouvem-se relatos de uma mulher de preto em muitas e muitas praias do mundo.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Roupa maneira
Acordei e ví que estava nú, peladinho peladinho. Roubaram minhas roupas ou eu durmí dimais.
Meu quarto, ao menos isso estava ali para dizer que estava em casa. Que casa?! sei lá so sei que era casa.
O sol na janela dava sinais de que iria fritar a careca do vendedor de lamb-lamb na esquina.
Sai pelas ruas até me esqueci que estava nú, peladinho peladinho. A vizinha não notou, me olhou e disse: Não penteou os cabelos hoje guri! Guri?! Mas nem moro no sul!?
O jornaleiro também não pois me disse que eu não havai amarrado os sapatos. Mas nem uso sapatos?!
Fui andando e ouço uma voz vindo de baixo. Um grilo dizia. Ei psiu, garoto. Você está nú. Foi ai que me lembrei, e disse a ele, que não me lembrava onde estavam minhas roupas.
Continuei, passei por uma, duas três esquinas, e então o grilo me pergunta. Porque estás nú? onde estão as suas roupas?! Não sabia responder, nem me importava com o fato de estar nú.
Passei pela padaria, entrei peguei um pão e sai. Fui à Banca comprei o jornal e saí.
Cansando então de andar voltei para casa. No caminho o grilo salta em meu ombro e me diz. Roupa maneira.
Parei; olhei; pensei e disse: Voce não disseste que estava eu estava nu?!
A resposta veio rápida e certeira: Eu disse Roupa maneira meu garoto, Não alma maneira.
Meu quarto, ao menos isso estava ali para dizer que estava em casa. Que casa?! sei lá so sei que era casa.
O sol na janela dava sinais de que iria fritar a careca do vendedor de lamb-lamb na esquina.
Sai pelas ruas até me esqueci que estava nú, peladinho peladinho. A vizinha não notou, me olhou e disse: Não penteou os cabelos hoje guri! Guri?! Mas nem moro no sul!?
O jornaleiro também não pois me disse que eu não havai amarrado os sapatos. Mas nem uso sapatos?!
Fui andando e ouço uma voz vindo de baixo. Um grilo dizia. Ei psiu, garoto. Você está nú. Foi ai que me lembrei, e disse a ele, que não me lembrava onde estavam minhas roupas.
Continuei, passei por uma, duas três esquinas, e então o grilo me pergunta. Porque estás nú? onde estão as suas roupas?! Não sabia responder, nem me importava com o fato de estar nú.
Passei pela padaria, entrei peguei um pão e sai. Fui à Banca comprei o jornal e saí.
Cansando então de andar voltei para casa. No caminho o grilo salta em meu ombro e me diz. Roupa maneira.
Parei; olhei; pensei e disse: Voce não disseste que estava eu estava nu?!
A resposta veio rápida e certeira: Eu disse Roupa maneira meu garoto, Não alma maneira.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Quando tudo pede um pouco mais de calma...
A vida acelerou assim tão derrepente, tudo parece fácil, resultado da inércia.
Mas quem sou eu para dizer que as coisas vão assim tão rápido. Começo a desenhar quero logo que chegue ao fim.
Uma gota de chuva cai sobre o papel. Um pingo de solidão, de desesperança, o mundo está girando cada vez mais veloz, e as gotas caem frígidas e gélidas, sem ao menos se importar com quem está por baixo. Cai.
Parece que foi ontem que tudo aconteceu, todos os momentos de minha vida, todos ao meu redor. Parece que foi ontem, parece que foi ontem. Quando criança rodava ciranda, pulava corda, cantava rodopios. Tive um cachorro um aquário com peixinhos. Parece que foi ontem, nadava no rio, tinha um balanço de pneu, uma casa na árvore. Ontem, ao menos me parece, roubei goiaba no terreiro do vizinho, corri de cachorro, pulei muro. Fiz travessuras, roubei namorada de amigo. Me aparento mais velho ao menos nas idéias, resultado do que já vivi. Já chorei pra não ter que ir a aula, já fingi doença para não fazer prova. Parece que foi ontem que toda a minha vida se passou.
Mas quem sou eu para dizer que as coisas vão assim tão rápido. Começo a desenhar quero logo que chegue ao fim.
Uma gota de chuva cai sobre o papel. Um pingo de solidão, de desesperança, o mundo está girando cada vez mais veloz, e as gotas caem frígidas e gélidas, sem ao menos se importar com quem está por baixo. Cai.
Parece que foi ontem que tudo aconteceu, todos os momentos de minha vida, todos ao meu redor. Parece que foi ontem, parece que foi ontem. Quando criança rodava ciranda, pulava corda, cantava rodopios. Tive um cachorro um aquário com peixinhos. Parece que foi ontem, nadava no rio, tinha um balanço de pneu, uma casa na árvore. Ontem, ao menos me parece, roubei goiaba no terreiro do vizinho, corri de cachorro, pulei muro. Fiz travessuras, roubei namorada de amigo. Me aparento mais velho ao menos nas idéias, resultado do que já vivi. Já chorei pra não ter que ir a aula, já fingi doença para não fazer prova. Parece que foi ontem que toda a minha vida se passou.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Minha casa
Um lugar que visitei hoje me chamou a atenção. Nenhum rastro de civilização. Na dobra do morro o rio corre feito serpente, um bosque mergea a propriedade. vinte mil passos a frente o céu encontra o mar verde da relva.
Algo me diz que é alí que hei de morar.
Pássaro branco me anuncia de longe sua presença.
Vem voando, de ruflar lento e jocoso. como se zombasse de todos o poder do vôo.
Alguns poucos barulhos, um grilo. um jacú grita ao longe. Nuvens, rio, verde e o friozinho do fim de tarde apentando na ponta dos dedos.
De posse de lápis, me faltou papel. Tive que esperar, memorizei cada pedacinho com a mente.
Ví numa folha sobressaltada um pontinho vermelho. Uma joaninha, não tinha pintinhas pretas, era só vermelha, com as asas mais brilhantes que já ví, estendi o dedo proximo a folha e ela subiu pela minha mão. Ficou por algum tempo tranladando por entre os dedos... Voou.
Montei na moto, busquei caminho da cidade. Deixei para traz o paraíso... mas lá um dia hei de morar!
Algo me diz que é alí que hei de morar.
Pássaro branco me anuncia de longe sua presença.
Vem voando, de ruflar lento e jocoso. como se zombasse de todos o poder do vôo.
Alguns poucos barulhos, um grilo. um jacú grita ao longe. Nuvens, rio, verde e o friozinho do fim de tarde apentando na ponta dos dedos.
De posse de lápis, me faltou papel. Tive que esperar, memorizei cada pedacinho com a mente.
Ví numa folha sobressaltada um pontinho vermelho. Uma joaninha, não tinha pintinhas pretas, era só vermelha, com as asas mais brilhantes que já ví, estendi o dedo proximo a folha e ela subiu pela minha mão. Ficou por algum tempo tranladando por entre os dedos... Voou.
Montei na moto, busquei caminho da cidade. Deixei para traz o paraíso... mas lá um dia hei de morar!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
As estrelas
Hoje, chegando em casa, tentei contar quantas estrelas enchergava no céu.
Não consegui, não sei se por causa da embriagues ou pela falta de capacidade.
Hoje, tentei saltar até a lua, pegar um asteroite com uma rede e fazer dele um belo abajur.
Quando abri os olhos as coisas se tornaram mais claras. Límpidas e brilhantes. O farol relusente dos carros parecia um ladrão à janela. Os óculos escuros em plena madrugada não me caiam muito bem. Um visual esteritipado: Olhos vermelhos, blusa de frio, uma cueca samba canção e um espirro insesante.
A noite parecia não passar, o relojo dizia que o tempo parou. 23:23. o que acontecera?! As luzes cada vez mais fracas. 666 seria o número que me assombraria essa noite?!
Sombra. Escuridão. Passos em falso pelo quarto se anunciam.
Tenho medo de espelhos de banheiro. Abro a torneira e a água cai. Lavo o rosto e os olhos ardem. como se julgassem a água como clorofórmio, ou éter. Um pouco do último não me faria mal.
Se eu soubesse que esta noite me traria saborosos temores abriria ainda mais os olhos escarlate, observaria. O medo: Um mero companheiro ás madrugadas vespertinas. Milindrosa a Lua, se escondeu não sei onde. Um segundo apenas, e os olhos pedem o olocausto. O silêncio. A penumbra. Um beijo de lânguido lábio sem face. Boa Noite. Bom silêncio. Os olhos enfim se fecham lentamente. Augusto dos Anjos me estende a mão. Sonho, loucura. Assindetismo e roquidão. Fim do cadáver e libertação da alma. Negro, escuro e vazio.
Não consegui, não sei se por causa da embriagues ou pela falta de capacidade.
Hoje, tentei saltar até a lua, pegar um asteroite com uma rede e fazer dele um belo abajur.
Quando abri os olhos as coisas se tornaram mais claras. Límpidas e brilhantes. O farol relusente dos carros parecia um ladrão à janela. Os óculos escuros em plena madrugada não me caiam muito bem. Um visual esteritipado: Olhos vermelhos, blusa de frio, uma cueca samba canção e um espirro insesante.
A noite parecia não passar, o relojo dizia que o tempo parou. 23:23. o que acontecera?! As luzes cada vez mais fracas. 666 seria o número que me assombraria essa noite?!
Sombra. Escuridão. Passos em falso pelo quarto se anunciam.
Tenho medo de espelhos de banheiro. Abro a torneira e a água cai. Lavo o rosto e os olhos ardem. como se julgassem a água como clorofórmio, ou éter. Um pouco do último não me faria mal.
Se eu soubesse que esta noite me traria saborosos temores abriria ainda mais os olhos escarlate, observaria. O medo: Um mero companheiro ás madrugadas vespertinas. Milindrosa a Lua, se escondeu não sei onde. Um segundo apenas, e os olhos pedem o olocausto. O silêncio. A penumbra. Um beijo de lânguido lábio sem face. Boa Noite. Bom silêncio. Os olhos enfim se fecham lentamente. Augusto dos Anjos me estende a mão. Sonho, loucura. Assindetismo e roquidão. Fim do cadáver e libertação da alma. Negro, escuro e vazio.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Morrendo cedo!
Morrer, pode não ser passar a comer grama pela raiz. Muitos morrem antes mesmo de saber que morreram. Destroem a vida, deleitam dos prazeres efêmeros da preguiça e acabam por ser incultos e sasonais, vão e vem a medida que lhes convém. Te ligam quando precisam daquele resumo, porque livro?! Isso é para idiotas.
Morrem pelo simples fato de não conseguir discursar sobre o mesmo assunto por mais de dez minutos. Faltam-lhe as idéias ou até mesmo as palavras. Um texto de períodos longos ou palavras mais elaboradas tornam-se um sério problema. Morrem novamente.
A fome de aprender deveria ser o que nos mantém vivo. Não digo para leres Jorge Amado ou Floriano Peixoto. Mas quem considera Tititi, Cláudia e Marricler como leitura. Só posso lamentar, e verter lágrimas pelos que morrem cedo!
Morrem pelo simples fato de não conseguir discursar sobre o mesmo assunto por mais de dez minutos. Faltam-lhe as idéias ou até mesmo as palavras. Um texto de períodos longos ou palavras mais elaboradas tornam-se um sério problema. Morrem novamente.
A fome de aprender deveria ser o que nos mantém vivo. Não digo para leres Jorge Amado ou Floriano Peixoto. Mas quem considera Tititi, Cláudia e Marricler como leitura. Só posso lamentar, e verter lágrimas pelos que morrem cedo!
Papel, Caneta, Idéias...
A confusão foi formada desde que me entendo por gente. Imagens, sons, penumbra, as vezes até mesmo o silêncio, amor, ódio, ipocrisia, talvez melancolia.
Corpo são, talvez com um pouco de peso a mais, Mente insana. Pensando em não pensar, resolvi escrever. Busquei em mim mesmo a loucura e a rasão do momento em que concebi a idéia fundamental de minha vida. Ser LOUCO.
Dizem por ai que de médico e louco todo mundo tem um pouco. De médico?! talvez as luvas brancas de latex que uso para pintar. De Louco?! Tudo que me falta da vocação medicinal.
Quando na escola até tentei aprender Biologia, Histologia, Português me saia um belíssimo MÁRMORE CARRARA. Magnífico, porém intocado. Admiro o português impecável do acadêmicos da A.B.L. Mas não me serve a idéia ser um deles.Quem sabe ainda aprendo como se faz uma cirurgia de ponte de safena usando apenas faca de pão?! Até que não é uma má idéia!
Ainda hei de sair por ai, com uma mochila nas costas, uma garrafa de wisk 12 anos na mão papel e caneta. Projeto pra uma semana, coisa alucinada, escrever dia e noite, tomar uns pileques e dormir. Acordar com o sol na cara, cabelos embaraçados. e ao meu lado: PAPEL E CANETA. Escritos talvez, palavras que para leigos podem fazer o menor sentido. Mas para quem como eu tem um péssimo veio médico; Fazem de nós velhos amigos!
Corpo são, talvez com um pouco de peso a mais, Mente insana. Pensando em não pensar, resolvi escrever. Busquei em mim mesmo a loucura e a rasão do momento em que concebi a idéia fundamental de minha vida. Ser LOUCO.
Dizem por ai que de médico e louco todo mundo tem um pouco. De médico?! talvez as luvas brancas de latex que uso para pintar. De Louco?! Tudo que me falta da vocação medicinal.
Quando na escola até tentei aprender Biologia, Histologia, Português me saia um belíssimo MÁRMORE CARRARA. Magnífico, porém intocado. Admiro o português impecável do acadêmicos da A.B.L. Mas não me serve a idéia ser um deles.Quem sabe ainda aprendo como se faz uma cirurgia de ponte de safena usando apenas faca de pão?! Até que não é uma má idéia!
Ainda hei de sair por ai, com uma mochila nas costas, uma garrafa de wisk 12 anos na mão papel e caneta. Projeto pra uma semana, coisa alucinada, escrever dia e noite, tomar uns pileques e dormir. Acordar com o sol na cara, cabelos embaraçados. e ao meu lado: PAPEL E CANETA. Escritos talvez, palavras que para leigos podem fazer o menor sentido. Mas para quem como eu tem um péssimo veio médico; Fazem de nós velhos amigos!
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